domingo, 22 de novembro de 2015

ARQUEOLOGIA DO RECENTE - Ensaios e impertinências - Lançamento no Festival Pachamama - Cinema de fronteira. Rio Branco - Acre, Brasil.







                                         Fotos: Talita Oliveira
                                                    Antonia Oliveira
                                                    Silvio Margarido
                                                    Danilo de S'Acre




Arqueologia do recente é um ensaio sem ser ensaio.
Insinuação experimental, sugerindo interiorizações e provocações de novas possibilidades a estimular fantasias para a composição de novas ideias.
Um filme com estudos de performance, pintura corporal ou refinações surreais e trash.
Com personagens ancestrais, sem fundamentação científica, que possivelmente deram origem à humanidade, deparam-se com situações poéticas de dejetos e abjetos ou sonhos...
O caos e a origem de tudo.
Uma proposta conceitual, fragmentária e lúdica sem sentido algum!
Faz sentido?






Assista  Arqueologia do recente:  https://vimeo.com/148174015











PAUSA CURTA PARA UM CURTA ACREANO

A arqueologia do recente – um manifesto estético eco humano do presente 


Por João Veras 
(28/11/15)

Danilo de S’Acre, artista plástico acreano, é um daqueles que passa a vida teimando tanto em dizer profundamente. E usa artifícios de linguagem que buscam subverter a comunicação direta do quotidiano. Seu método está centrado nos modos des-quotidianos de enunciar, muito embora fundado em elementos – suas ferramentas – profundamente ordinários. Assistir Arqueologia do Recente (2015, 12 min), seu curta-metragem que acaba de ser lançado, em 27/11/15, por ocasião do Festival Pachamama, alimenta essa impressão.
O artista plástico, sob o aspecto material, tem tentado – e conseguido – se libertar dos mecanismos que lhes são dados – limitados - para articular formas visuais das cores pelas quais se põe no mundo das significações. Há muito que ele tem se esquivado ao limite dos cercados espaço-lineares das telas, seja com um simples relevo posto nelas (como germes brotando, se insurgindo para fora), seja transgredindo a ideia de tela com pinceladas em corpos – essa tela de carne e que pensa - e invenções em vídeos - essa tela/cubo das tecnomagiavisuais.
Essa tentativa no plano dos materiais também é articulada – está atrelada - ao âmbito da estética do dizer e do ver, cuja estratégia não está – pelo menos é o que parece - no piso da compreensão plana e imediata. É como se o artista cobrasse uma igualdade de esforços, de modo que aqueles necessários à sua expressão (para construir a obra) devessem ser os mesmos para a audição/visão (para construir sua compreensão). Nesse sentido, assistir ao curta é antes de tudo um ato de mobilização estética-política diante de uma cena/estado em que pouco é dado no lançado universo de múltiplas conotações.
A Arqueologia do Recente é parte – sua última versão - desse projeto/processo de significar a - também sua - existência, enquanto dicção por imagem que se move e produz sons.
A temática que exsurge não poderia ser mais urgente. Vou tentar não reduzi-la ainda mais. Vou entendê-la – o produto discursivo Arqueologia do Recente - como uma questão/interpelação política-estética-ecológica pela qual o meio ambiente e o ser humano são tornados mecanismos-temas dialógicos a emprestar seus elementos visuais e estados precários (os corpos, o rio e a mata em desgraças) à estética (como manipulação artística). Tal processo a politiza, quando disto resulta uma comunicação extremamente questionadora da condição humana e da natureza imposta pelas governanças irresponsáveis e suas instituições em ação. Mais que isso. É transtempo. Sem limites, des-ideologiza o olhar sobre o poder.
O “artista de plástico”, um fóssil multicolorido, untado das águas barrentas que ainda restam, é tornado mais um daqueles detritos/resíduos mortais da destruição ambiental/humana, quando é encontrado pelo futuro e pelo passado (o par de crianças não seriam Adão e Eva no paraíso da pós catástrofe?). A Arqueologia do Recente é, para quem está disponível, um convite-desafio da arte para se pensar a nossa existência estética eco humana no agora. Fora disso, será mais um algo, como a vida pelejada, incompreensível política e esteticamente.









 
 












Roteiro e direção
Danilo de S’Acre
Edição de imagens e som
Silvio Margarido
Fotos Still e filmagens
Talita Oliveira
Silvio Margarido
Trilha sonora original
João Veras
Figurinos e adereços
Danilo de S’Acre
Produção executiva
Antonia Oliveira
Danilo de S’Acre
Daci Seles
Marcos Pereira

Produção e logística
João Gabriel Sá
Personagens:
Lilith-  Mariana Farias Franca
Ádamo- Lucas Leão
Hévea-Iara Luna
Danilo de S’Acre 


Agradecimentos:
Antonio Alves, pelo termo Arqueologia do recente
Raquel Melo
Dircinei Souza
Kelde
Nairá Franca
Maria Isis
Manoel Luiz Benvindo
Antonia Oliveira
Darci Seles
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre:
Coronel Carlos Gondim
Major Claudio Falcão
Cabo Rafael
Soldados:
Alex,
FSilva
BDantas

Catraieiros:
Antonio e Lúcio.



 
 





Se não fosse pela pálpebra branca da tela refletindo sua própria luz, o universo arderia em chamas.
                                                                                                                                                                             Luis Buñuel 



                    Este filme é dedicado ao projeto Artista de Plástico da fotógrafa Talita Oliveira.


                                                              Realização:
                                                           Canibal Visual
                                                         Mil Acre Filmes

sábado, 14 de junho de 2014

Artista de Plástico

         Projeto Artista de Plástico by Talita Oliveira






A ideia e a inspiração

O que move a inspiração é a ideia do trabalho artístico. Temos que ter disposição para executar uma ideia. No meu caso, realizar uma obra visual.
Nesta visualidade que será desenvolvida, as diversas formas artísticas serão embutidas na obra de visualidade: as formas insinuarão a musicalidade, o ritmo, haverá a dança das formas e das cores, a dramaticidade da visualidade e a poética visual, num movimento incessante estarão todas presentes na obra visual. Então, quando apreciarmos uma obra visual estática, ela, através da imaginação do espectador se ramificará interagindo e irá se multiplicar nos diversos gêneros artísticos. Portanto, uma imagem visual, além das formas e cores, inspira a sensibilidade de quem a observa. Muitas sensações, sentimentos, lembranças ou desejos serão desvendados, favorecendo ao espectador momentos inexoráveis de inspirações e criatividade própria.
Acredito que a inspiração vem pela vontade física de desenvolver uma ideia, seja ela boa ou ruim. Às vezes temos uma ideia ou uma inspiração, mas quando a executamos, a proposta já muda completamente, pois quando pensamos no que pretendemos fazer, aquilo já é uma obra no nosso pensamento, no inconsciente, é um momento... Depois este momento muda constantemente no decorrer da execução. Quando pensamos uma obra de arte, ela existe no seu inconsciente, aquele é um momento único, quando produzimos a obra referente ao pensamento, obviamente é outro momento, portanto é outra obra.
Danilo de S'Acre 





                                          Talita Oliveira e Danilo de S'Acre


Veja o video aqui-  http://vimeo.com/97644977

Visite a page do Artista de Plástico-   https://www.facebook.com/artistadeplasticox?fref=ts

domingo, 14 de julho de 2013

Estratigrafias

         
                 
                  Estratigrafias
                        Danilo de S'Acre

                  Exposição: 12 de julho a 12 de setembro de 2013
                                    Salão Nobre do Tribunal de Contas do Acre
                                    Avenida Ceará, 2.994 - Bairro 7º BEC
                                    Rio Branco - Acre.